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RES DERELICTA
RES DERELICTA


Não faça da luz uma coisa abandonada,

Não faça, de fato, diz o tempo,

O que fazer, então, de um sentimento

Que não consegue se animar na estrada ?


Tampouco abandone fatos entre o nada,

Não os abandone no compasso lento,

Assim canta e sussurra o vento,

Mas o que fazer quando a mente está congestionada ?


Talvez bater à porta de uma razão que importa,

Uma explicação que desafie todos os sentidos,

Uma equação que apenas a alma exorta,

Além de números pouco esclarecidos...


Eu sei, esse mundo costuma fazer da alma uma “res derelicta”,

Um fluido etéreo entre corpos “descartáveis”,

Mas o que nos torna mais ou menos vulneráveis

É  como sentimos toda experiência que na vida habita.

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Juliana Silva Valis
Enviado por Juliana Silva Valis em 15/03/2012
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