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SIMPLÓRIOS VERSOS EM PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Duas metades de alma

Originaram quatro furacões de amor

Provocando oito terremotos

De dezesseis soturnos pontos

Na Escala Richter dos sentimentos

Nobres e mais recônditos...



E, imediatamente, trinta e duas sombras

Explodiram em sessenta e quatro nêutrons

De cento e vinte e oito emoções de outrora

Como bombas atômicas de paixões tão tênues

Irradiando cor na expansão da aurora...



E não bastarão duzentos e cinqüenta e seis dias

Para que o mundo se recomponha

Nas linhas sórdidas de emoções tão frias

Que nele havia no desenrolar das horas

Perambulando, sós, como estrelas de nostalgias

Festejando orgias já tão inglórias...



E se o mundo acabar na progressão do dinheiro

Irei regredir à verdade do amor sem fronteira

Já não me basta a razão que destrói por inteiro

Meu sangue é verão de uma dor tão faceira



E minha alma é leiga em matemática

Céus, amanhã terei a prova mais vã e tributária !

Ah, se eu tivesse me casado com números,

Talvez houvesse mais versos em minha conta bancária...



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www.julianavalis.prosaeverso.net




Juliana Silva Valis
Enviado por Juliana Silva Valis em 13/01/2007
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