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POUR LA VIE
Perguntaram ao tempo se, talvez, um dia

Ele perderia a razão de todo vão momento

E, quiçá, um réquiem de pura nostalgia

Pudesse sublimar-se como voa o vento



E simplesmente o tempo não soube responder

Sem conter, a fundo, as desilusões de outrora

Que se refletem sempre, sem saber por quê

Na lídima velocidade angular da hora



Pois o tempo e a vida são meros fugitivos

Que, para sempre, correrão diante

De passados mortos e futuros vivos

Enquanto o ponteiro gira, fraco ou triunfante



E como tempo e vida são apenas faces

De uma mesma moeda chamada instante

O nunca é bruto, apenas diamante

Lapidado sempre entre mil impasses.

Juliana Silva Valis
Enviado por Juliana Silva Valis em 08/01/2007
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