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SOMBRA ADVOCATÍCIA


Sou apenas o nada revestido de mim

E tudo que desfalecer  nesta sombra altiva

Será motivo de verso do  começo ao fim

Por mais que o tempo brade e sussurre e viva



Sou apenas insônia na amplidão do nada

Velejando apenas no vácuo vão da vida

Sendo do sonho uma soturna entrada

Sendo do vento um réquiem sem saída



E eu quis ser advogada do sonho

Defendendo o amor, em prosa e verso,

Na aurora transcendental dos interstícios

Profusamente sós no vácuo mais disperso



Sim, advogarei  pro sonho além do vento

E não me interessa a cor de cada vão momento

Que denegrirá o verso nos tribunais da vida

Pois meu universo é letra a zombar do tempo

E meu inverso é sombra  no desenrolar da lida.















Juliana Silva Valis
Enviado por Juliana Silva Valis em 01/01/2007
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